quinta-feira, 28 de agosto de 2008



Os bancos comungam costas com costas. Se falam, quase se tocam. Não, tocam. E constroem linhas ao lado de outras, por sentar. Desenham-se à espera. Do vazio saem e a ele regressam. Assistem à partida dos que acolhem. Sem lágrimas, por se saberem suporte. Aceitam todos os que se lhe entregam, adoptando os seus moldes. Arrecadando vida das vidas, cedendo às histórias. Plantam-se, afundam-se com o sopro das luzes. E reflectem no chão que pisam, resignados na sua imobilidade. Contrapõem-se em parelhas apoiando-se mutuamente, partilhando forças. A música que ouvem é a que temos de sobra.

1 comentário:

Miguel disse...

Felizmina és pra todos e feliz fazes quem cá entra.